A transferência, em qualquer relação professor-aluno, designa um laço de amor que se constrói sobre a base da confiança, admiração e suposição de saber àquele que ensina. O professor, nesse processo, é o intermediário do acesso do aluno ao saber, portanto, de seu amor ao saber. Assim, instalada a transferência, o professor deve ser capaz de manejá-la, para que esse amor ao saber não seja confundido com o amor à pessoa do professor e, por outro lado, para que as características da pessoa do professor não gerem aversão ao saber. Em alguns casos, o professor não chega a instituir, nem mesmo, uma situação inicial de transferência, a qual deve manejar. Surgem impasses que se impõem à inauguração da transmissão. São esses os fenômenos que nos interessaram neste trabalho e que foram designados por amor demasiado e uma forma de recusa ao professor. Embora a transferência seja de fundamental importância para a ocorrência do ”. Por outro lado, o professor pode ser alvo de um amor exacerbado por parte do aluno, o qual, tal como o fenômeno da recusa, dificultará a instalação da transferência, impondo prejuízos ao pedagógico.
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